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Descubra o longboard | Esportes

Assim é esta modalidade de surf que está arrasando nas praias de meio mundo

O equipamento básico de que necessita

Tabela:
Se você é iniciante, é melhor que optes por uma macia, para não prejudicá-lo; no caso de que seja um iniciado, escolha em função do tipo de ondas que vai pegar (para as mais verticais opta por uma macia, se são suaves decántate por uma dura). Juntamente com a tabela, você deve escolher também o tipo de quilha adequado.

Roupa:
Varia em função da temperatura da água: se você é frio opte por um de neoprene, se é quente, você pode surfar no banho ou com uma camiseta de lycra.

Escarpins:
Apesar de perder um pouco de contato com a tabela, vêm muito bem em água fria para que não se lhes para congelar os pés ou em fundos de rocha ou coral para proteger as pontas de possíveis impactos.

Cera:
É imprescindível para garantir a aderência à tabela. Se as águas onde você vai surfar são bem mais quentes, escolha uma cera dura; se o seu destino são as correntes frias pegue uma cera mais macia.

Amarradera:
Trata-Se de uma tira de velcro que se mantém unido à tabela e que tem receio de ligar à altura do joelho para não tropeçar com ela durante as manobras.

Ritual de iniciação

Ao igual que em outros desportos de deslize (skate, surf e snow), o requisito básico para a prática de longboard é controlar o equilíbrio. Aí vão algumas dicas básicas de Félix de Dendê, é o único representante português no Campeonato do Mundo de Longboard que organiza a marca Oxbow. Com eles você aprenderá a não cair da tabela da primeira mudança.

O Ale hop!
Antes de ir para a água, ensaia os movimentos básicos na areia. Para ocupar a tabela, por exemplo, fique atrás da mesma, agárrala com ambas as mãos e propúlsate para a frente para colocar de pé de um salto. Não esqueça encerarla bem antes de ir para a água: sem a cera, a superfície da tabela seria escorregadia como uma pista de patinação.

O ying e o yang
Para manter o equilíbrio sem esforço, permaneça no centro da mesa com as pernas afastadas e os joelhos flexionados. Em vez de tentar compensar os movimentos com o tronco, concentre-se nas pernas, que lhe irão proporcionar a estabilidade necessária acima da tabela. Se você quer treinar o equilíbrio em seco, utilize um indo board (www.indoboard.com), uma espécie de pequena tabela que se coloca sobre um cilindro oscilante e que lhe permitirá desenvolver a sua aptidão para praticar qualquer tipo de esporte de deslizamento.

Queda livre
Se você perder o equilíbrio, esforça-se cair para trás ou para um dos lados para não bater-lhe com a tabela. Uma vez na água, mantenha a calma: "não fique nervoso, porque a única coisa que conseguirá é perder o ar e energia", recomenda Félix. Quando você sair para a superfície, proteja-se com as mãos na cabeça para evitar que a tabela vai bater de surpresa, e nunca tente agarrarla pela quilha, é muito cortante. Uma vez que você tenha movido para o mar, tenta nadar em direção à praia em vez de abandonarte das correntes.

Riza a onda

Manter-se sobre a prancha sem cair é toda uma proeza, mas com isso não se liga. Para atrair todos os olhares deverá currártelo um pouco mais. Aqui você tem um par de pistas para tornar-se, como mínimo, o rei das ondas. O resto já depende de ti?

Aguça a vista
Cada onda é diferente, mas com o tempo você pode chegar a uma interpretação de sua trajetória e intensidade, antes que comece a se formar. Embora só poderá desenvolver esta capacidade adivinatoria a força de dar muitas horas, há um par de truques que lhe permitem-nos se você pode desfrutar de boas ondas em sua jornada de surf. O primeiro item que você deve ter em conta é o vento. Em Anglet, por exemplo, "as melhores ondas que se formam com os ventos off-shore, ou seja, os que sopram da terra para o mar. Como o vento ?impacta? de frente, as ondas são mais verticais e mais ocas, o que facilita muito as manobras", explica Dendê. Antes de pegar as primeiras ondas, despenda alguns minutos a observar como se quebram. Escolha sempre as que o façam de forma lenta e bem definida, pois permitem encadear mais figuras e divirta-se com cada movimento.

Adapte-se às circunstâncias
Os especialistas dividem as ondas em dois grandes grupos: os radicais e as suaves. "As primeiras são mais verticais, proporcionam maior velocidade e é mais fácil de manobrar sobre elas. A desvantagem é que este tipo de ondas, o risco de cair é maior. No suaves, as manobras são menos espetaculares (não ganha tanta velocidade), mas, em troca, permitem executar as figuras de forma mais harmoniosa, que ao fim e ao cabo é o principal objetivo dos que praticamos longboard", pesa cuidadosamente Dendê.

Muitas vezes figura
Embora as manobras que marcam em uma competição de longboard são uma dezena, apenas metade delas são específicas desta modalidade (as outras são idênticas às do surf na tabela curta como, por exemplo, o tubo (deslizar por "dentro" da onda) ou aéreo (aproveita-se a velocidade da onda para sair "voando" por cima da crista da onda). Destas, a mais espetacular é, sem dúvida, o chamado "hang ten", que consiste em "correr" até a ponta dianteira da tabela (em inglês chamam-lhe "nose", nariz) e situar-se em extremo com os dedos dos pés, sujeitando-se na borda enquanto você tenta não cair para a frente. Também é possível executar a manobra com um único pé no nariz, mas, então, é chamado de "hang five".

Estírate
Embora o longboard os movimentos são (ou deveriam ser) menos agressivos que no surf com uma prancha curta, você não deve esquecer de dedicar alguns minutos a fazer alongamentos antes de ir para a água para evitar lesões. "As duas partes do corpo que mais se ressentem-se nesta modalidade são as costas e os joelhos", alerta Dendê. Por isso, não é mais que realizar exercícios específicos para fortalecer a musculatura desses pontos fracos (por exemplo, fazendo flexões para reforçar as costas) quando acudas ao ginásio.